Durante cerca de três dias estive fora do país o que me permitiu sair um pouco das alarvidades que vão acontecendo neste canto à beira-mar plantado. Durante 3 dias não liguei ao escalar dos juros da dívida pública, não liguei às tricas políticas, não liguei ao défice. No entanto, foram suficientes cerca de 30 minutos após aterrar em Lisboa, para voltar à triste realidade deste país.
Na verdade, se descontarmos que desses 30 minutos, cerca de 25 foram à espera da mala, podem ver que o sentimento é bem rápido. Bom... bastou efectivamente sair à rua.
A primeira coisa que fizemos quando chegámos a Lisboa foi ir procurar um táxi, para nos levar até à estação dos autocarros. Estava uma fila à espera dos táxis, como costume. E a orientar a fila, para nos dizer para qual dos dois táxis devíamos ir (se o da faixa de trânsito mais perto ou o da mais distante) estava... um polícia! Sim, daqueles para os quais nós pagamos impostos e coisas do género...
É vergonhoso, ultrajante, hilariante até... mas continuamos a cavar a nossa sepultura...
O blog do cão... ou o alter ego do dono. Com o Miguel, o Rui, o Pedro, a Ana, a Sara e o Rafa! Mesmo que o Dogus agora seja o Branco...
domingo, setembro 26, 2010
sexta-feira, setembro 24, 2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
domingo, setembro 19, 2010
De partida para Cardiff...
Amanhã de manhã vou para Cardiff, para participar num workshop. Se alguém quiser ir ter comigo, é só combinar à porta do Hotel :)




terça-feira, setembro 07, 2010
Candidatura ao lugar de Seleccionador Nacional
Exmo. Sr.
Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, instituição SEM utilidade pública.
Serve o presente para submeter a minha candidatura ao lugar de Seleccionador Nacional, que espero que fique vago nos próximos 10 minutos.
Nasci em 1981 e tive a minha primeira experiência como treinador entre os 13 e 14 anos, altura em que transformei o modesto Fidelis Andria (hoje extinto e renascido como Andria BAT), levando-o da Série B italiana a ser campeão europeu, em 3 épocas. Na altura descobri com sucesso alguns jogadores, entre os quais destaco o virtuoso centro-campista Vincenzo Riccio, jogador tecnicamente evoluído e acima da média. Dado que este jogador nunca jogou na selecção transalpina, proponho deste já a sua naturalização, ele que é actualmente uma jovem promessa de 36 anos a actuar de momento no clube italiano Forza e Coraggio (pelo menos é o que diz a Wikipedia, que perdi o contacto dele há alguns anos).
Após alguns anos de sabática, em que aproveitei para fazer o ciclo preparatório, no final da década de 90 levei o Benfica ao estrelato, tendo mais uma vez descoberto alguns jogadores. Lembro-me por exemplo de um fantástico Peter Prospar, jogador de Trinidad e Tobago, hoje com 41 anos (este não é possível naturalizar, com pena minha), mas são os nomes de Hugo Pinheiro e Tó Madeira que mais me ficaram na memória. O primeiro jogava no Marinhense e o segundo no Gouveia. Não faço a mínima porque nunca foram chamados à selecção!!!
Adiciono ainda a minha experiência no Juventude de Évora, que uma vez levei da 2ª divisão B até à primeira divisão. É um facto que o fiz à conta de negociatas com os grandes, em que me pagavam milhões por promessas que nunca despontaram e a quem eu comprava consagrados que mais pareciam vir de empresas lowcost.
Como táctica, apresento uma fantástica, com a qual nunca perdia: dois centrais, dois trincos, um médio centro a avançar no terreno, dois extremos muito subidos e três avançados, um dos quais a marcar directamente o guarda-redes. É incrível como marcava uns 5 ou 6 golos por jogo...
Como outras competência, falo bem ao telemóvel, se for preciso bato em jornalistas e sei dizer palavrões!
Com os melhores cumprimentos, espero um contacto breve para assinatura do contrato.
Paulo Ferreira.
Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, instituição SEM utilidade pública.
Serve o presente para submeter a minha candidatura ao lugar de Seleccionador Nacional, que espero que fique vago nos próximos 10 minutos.
Nasci em 1981 e tive a minha primeira experiência como treinador entre os 13 e 14 anos, altura em que transformei o modesto Fidelis Andria (hoje extinto e renascido como Andria BAT), levando-o da Série B italiana a ser campeão europeu, em 3 épocas. Na altura descobri com sucesso alguns jogadores, entre os quais destaco o virtuoso centro-campista Vincenzo Riccio, jogador tecnicamente evoluído e acima da média. Dado que este jogador nunca jogou na selecção transalpina, proponho deste já a sua naturalização, ele que é actualmente uma jovem promessa de 36 anos a actuar de momento no clube italiano Forza e Coraggio (pelo menos é o que diz a Wikipedia, que perdi o contacto dele há alguns anos).
Após alguns anos de sabática, em que aproveitei para fazer o ciclo preparatório, no final da década de 90 levei o Benfica ao estrelato, tendo mais uma vez descoberto alguns jogadores. Lembro-me por exemplo de um fantástico Peter Prospar, jogador de Trinidad e Tobago, hoje com 41 anos (este não é possível naturalizar, com pena minha), mas são os nomes de Hugo Pinheiro e Tó Madeira que mais me ficaram na memória. O primeiro jogava no Marinhense e o segundo no Gouveia. Não faço a mínima porque nunca foram chamados à selecção!!!
Adiciono ainda a minha experiência no Juventude de Évora, que uma vez levei da 2ª divisão B até à primeira divisão. É um facto que o fiz à conta de negociatas com os grandes, em que me pagavam milhões por promessas que nunca despontaram e a quem eu comprava consagrados que mais pareciam vir de empresas lowcost.
Como táctica, apresento uma fantástica, com a qual nunca perdia: dois centrais, dois trincos, um médio centro a avançar no terreno, dois extremos muito subidos e três avançados, um dos quais a marcar directamente o guarda-redes. É incrível como marcava uns 5 ou 6 golos por jogo...
Como outras competência, falo bem ao telemóvel, se for preciso bato em jornalistas e sei dizer palavrões!
Com os melhores cumprimentos, espero um contacto breve para assinatura do contrato.
Paulo Ferreira.
terça-feira, agosto 31, 2010
terça-feira, agosto 24, 2010
O Rui ficou mal disposto...
... só isso explica ter ficado tão verde! Raio do gaiato, passou-se... Bem me parecia que hoje ele devia ter ficado na creche durante toda a noite. Aliás, por vontade dele não tinha vindo, pois queria ficar a brincar com os amigos. Mas quando é que nós, pais, aprendemos a fazer as vontades aos filhos?!?

quinta-feira, agosto 19, 2010
Parabéns aos seus habitantes!
Hoje, a ver os jogos sem fronteira na RTP Memória, descobri que há uma localidade em Gales com o nome Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch. E descobri ainda que a maior palavra do mundo tem 189.819 letras. Sinceramente, nem sei que diga... um bom trava línguas, de certeza...
domingo, agosto 15, 2010
sábado, agosto 14, 2010
Existem certamente aos milhares...
... mas aos nossos olhos, os pequenos gestos dos nossos parecem sempre únicos.
Estou a referir-me ao Rui. As minhas princesas chegaram hoje a casa. É impossível que alguém diga que não há o receio que o primeiro filho reaja de forma estranha ao aparecimento do segundo. Mas há coisas que um pai sabe reconhecer à légua: desde a primeira reacção do Rui à mana, ainda no hospital, deu para perceber que não iria ali haver nada de estranho.
A verdade é que a história se repete! Fez na quinta-feira 3 anos e 4 meses que nasceu o Rui. Nessa noite, o menino recebeu uma visita que para mim foi muito especial - o Miguel. Aquela criancinha, com ano e pouco, chegou-se ao pé do primo e fez uma festa. Como pai e padrinho, fiquei de coração cheio. Passados 3 anos e 4 meses, numa mesma quinta-feira, nasce a Ana. A meio da tarde entra o Rui na sala... corre para o colo da mãe... e fica embevecido a olhar para a mana. Como pai dos dois, percebi o que ali estava.
O Rui voltou ao hospital umas 3 ou 4 vezes. Fez festa, pegou ao colo, deu beijinhos. Ri quando a mana chora (vai haver alturas em que se calhar choram os dois...). Fica enternecido quando a mana dorme.
3 anos e 4 meses depois voltam a ter alta, neste caso as duas meninas. Após horas em que este muita gente em casa, em que o Rui pouco se manifestou, num momento em que estavam apenas 3 pessoas na sala o Rui chega-se ao pé da mana, sem que ninguém lhe diga o que quer que seja, encosta-se e dá duas festas na mana. E volta a sair e a brincar com as coisas dele.
É como digo: certamente existiram milhares de crianças assim. Nós temos duas que podemos confirmar as suas reacções. Provavelmente temos 4 em casa (o Pedro é uma ternura, e a Ana não dá ainda para ver).
Mas o melhor estava guardado para mais ao final da noite. Eu lembro-me perfeitamente do primeiro sorriso do Rui, para mim. Aliás, está documentado aqui no blog. Tinha 48 horas. Pode ser reflexo, mas está aqui. Com repetição fotografada aos 10 dias, aqui. Aliás, quem conhece o Rui sabe que ele é e sempre foi uma criança de sorriso fácil (e lindo...).
Acredito, pelo que li na altura, que não é normal nas crianças. Não que sejam antipáticas, mas porque não o sabem fazer. Ser um privilegiado deixou-me na altura de coração cheio. 3 anos e 4 meses depois, a história repete-se. Não tenho foto da Ana a sorrir; aliás, acho que a Ana ainda não sorriu para o pai. Pode até já ter sorrido para mais alguém, que eu não me importo. Mas o primeiro sorriso que eu vi da Ana foi... para o irmão. Esta noite, após mais um momento em que o Rui se chegou ao pé da mana e lhe fez uma nova festa. Essa será uma foto só minha, mas que espero jamais esquecer!
Estou a referir-me ao Rui. As minhas princesas chegaram hoje a casa. É impossível que alguém diga que não há o receio que o primeiro filho reaja de forma estranha ao aparecimento do segundo. Mas há coisas que um pai sabe reconhecer à légua: desde a primeira reacção do Rui à mana, ainda no hospital, deu para perceber que não iria ali haver nada de estranho.
A verdade é que a história se repete! Fez na quinta-feira 3 anos e 4 meses que nasceu o Rui. Nessa noite, o menino recebeu uma visita que para mim foi muito especial - o Miguel. Aquela criancinha, com ano e pouco, chegou-se ao pé do primo e fez uma festa. Como pai e padrinho, fiquei de coração cheio. Passados 3 anos e 4 meses, numa mesma quinta-feira, nasce a Ana. A meio da tarde entra o Rui na sala... corre para o colo da mãe... e fica embevecido a olhar para a mana. Como pai dos dois, percebi o que ali estava.
O Rui voltou ao hospital umas 3 ou 4 vezes. Fez festa, pegou ao colo, deu beijinhos. Ri quando a mana chora (vai haver alturas em que se calhar choram os dois...). Fica enternecido quando a mana dorme.
3 anos e 4 meses depois voltam a ter alta, neste caso as duas meninas. Após horas em que este muita gente em casa, em que o Rui pouco se manifestou, num momento em que estavam apenas 3 pessoas na sala o Rui chega-se ao pé da mana, sem que ninguém lhe diga o que quer que seja, encosta-se e dá duas festas na mana. E volta a sair e a brincar com as coisas dele.
É como digo: certamente existiram milhares de crianças assim. Nós temos duas que podemos confirmar as suas reacções. Provavelmente temos 4 em casa (o Pedro é uma ternura, e a Ana não dá ainda para ver).
Mas o melhor estava guardado para mais ao final da noite. Eu lembro-me perfeitamente do primeiro sorriso do Rui, para mim. Aliás, está documentado aqui no blog. Tinha 48 horas. Pode ser reflexo, mas está aqui. Com repetição fotografada aos 10 dias, aqui. Aliás, quem conhece o Rui sabe que ele é e sempre foi uma criança de sorriso fácil (e lindo...).
Acredito, pelo que li na altura, que não é normal nas crianças. Não que sejam antipáticas, mas porque não o sabem fazer. Ser um privilegiado deixou-me na altura de coração cheio. 3 anos e 4 meses depois, a história repete-se. Não tenho foto da Ana a sorrir; aliás, acho que a Ana ainda não sorriu para o pai. Pode até já ter sorrido para mais alguém, que eu não me importo. Mas o primeiro sorriso que eu vi da Ana foi... para o irmão. Esta noite, após mais um momento em que o Rui se chegou ao pé da mana e lhe fez uma nova festa. Essa será uma foto só minha, mas que espero jamais esquecer!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
